Patins, muito além da diversão

Os primeiros passeios que originariam o  grupo D’cia Inline ocorreram há cerca de três anos, com encontros aleatórios agendados pelas redes sociais e grupos no WhatsApp. E o que era apenas um grupinho de cinco ou seis amigos cresceu, e hoje são aproximadamente 80 pessoas que compõem a turma de patinadores.

Para fazer os passeios o ponto de partida é a Igreja Matriz e os treinos ocorrem no local conhecido como Esplanada (Centro Novo) e no ginásio João bola!  “Os dias são combinados através dos grupo, quase todos os dias tem treino ou passeio, andamos por toda cidade, já chegamos a andar 38 km em um passeio”, explica uma das pioneiras Ariadine Cristine Pereira.

Para os iniciantes os integrantes dão aulas gratuitas. “É um esporte que não tem idade para começar. Temos criança de quatro anos e adultos de 50 anos que patinam, todos podem aprender”, destaca Ariadine. Lembrando que os equipamentos de segurança necessários  são protetores de mãos, cotoveleira, joelheira e capacete.

Os passeios também ocorrem com patinadores de outras cidades, uma maneira de ampliar o esporte e fortalecer os vínculo, como nesse encontro em Maringá. (Foto: Luiz Carlos Carvalho)
Pausa durante um dos passeios noturnos, em Cianorte.

O PATINS COMO MEIO DE TRANSPORTE

Victor Hugo Bertanha Maioli tem 20 anos e trabalha na produção de metais para etiquetas. Ele faz uso do equipamento diariamente como meio de transporte para se deslocar de casa ao trabalho. Enquanto ele trabalhava próximo de sua casa, deslocava-se a pé. Porém, quando mudou de emprego, a distância do trajeto aumentou e ele viu no patins uma forma de facilitar na sua locomoção. “Se eu fosse a pé pra meu trabalho, gastaria em torno de meia hora. Com os patins levo uns dez minutos”, conta. “No começo foi algo diferente apesar de ser um meio de transporte rápido e prático além de exercitar ao longo do trajeto.”

Victor salienta que o trânsito da cidade é bastante complexo e exige muita atenção mas que outro agravante é o estado de conservação das ruas. “No Brasil o patins ainda é visto como um brinquedo. São poucos os atletas que se destacam em campeonatos e ver alguém usando como deslocamento ainda é raro.”

SOLIDARIEDADE INLINE

Além dos passeios, o grupo também realiza ações solidárias. Como a a visita ao Lar dos Vovôs, na cidade de Terra Boa, em julho de 2017. “Nesse dia fomos fazer um Urban em Terra Boa aí convidei o pessoal do grupo pra fazer uma visita no local! Foi uma experiência muito boa para todos, os meninos se emocionaram muito! Então assim estamos sempre procurando colocar os jovens do grupo em contato com esse tipo de trabalho, tentando passar pra eles um pouquinho do altruísmo. É o melhor caminho pra se formarem pessoas do bem.”, destaca Ariadine Cristine Pereira

 

Em 2016 o Halloween sob rodas levou doces às crianças que brincavam no parquinho da Matriz
Sobre Aida 39 Artigos
Jornalista, com graduação e especialização em Patrimônio Histórico pela UEPG; Guia Especializada pela Embratur; mestre e doutora em Comunicação e Semiótica pela PUC - SP e Técnica em Vestuário pelo CEEP CNE. Experiência em Ensino Superior, assessorias à ONGs, associações de classe e jornal diário. Voluntária em entidades ambientalistas.
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